Introdução

Fala pessoal, vou ouvindo uma banda chamada Balmorhea, que é uma banda de post-rock instrumental, tem um som ótimo para estudar/codar, pois é calma e tem várias sonoridades.

São 3:20 da manhã e a insônia não me deixa dormir, eu deveria estar fazendo mil outras coisas, mas sei lá, quando vem a vontade de escrever, melhor obedecer né. Só não sei quando vou postar, quem sabe se eu terminar antes de dormir =)

Esse é um post bem legal, especialmente para quem está começando, pois vou mostrar para vocês como seria um código em ES5 e depois em ES6. Então, para quem olhar tutoriais na internet escritos de diferentes formas, pelo menos vai conseguir se guiar e entender o que se está passando ali. Vou separar em vários trechinhos bem pequeninos, assim vai facilitar o entendimento de cada sintaxe.

Importando o React

Em ES5 seria o modelo normal do CommonJS:

var React = require('react');
var ReactPropTypes = React.PropTypes;

Já em ES6 usando o sistema de import de módulos:

import React, { PropTypes } from 'react';

Se você reparar, no PropTypes eu utilizo as chaves em volta, isso significa que eu estou pegando só uma parte do módulo react, que é o PropTypes, evitando ter que digitar React.PropTypes toda vez que precisar. Isso se chama Object destructuring.

Criando um componente e exportando

Em ES5 nós criamos componentes utilizando o método React.createClass e depois nós os exportamos usando o module.exports.

var MeuComponente = React.createClass({
    ...
});

module.exports = MeuComponente;

Em ES6, você pode criar uma classe e extender de React.Component para ter as funcionalidades do React.

export default class MeuComponente extends React.Component {
    ...
}

Repare que eu estou também exportando diretamente o MeuComponent passando o export default no início. Quando eu passo o default, estou dizendo que não me importo em qual nome ele vai receber quando for importado. Se eu tivesse colocado só export, eu obrigatoriamente teria que importar com o mesmo nome. Outra forma de escrever exportando seria removendo o export default no início e colocando export default MeuComponente; ao final do código, que é minha opção favorita.

class MeuComponente extends React.Component {
    ...
}

export default MeuComponente;

PropTypes e getDefaultProps

Em ES5, meu objeto de propTypes fica dentro da minha classe, assim como tenho um método para definir minhas propriedades default.

var React = require('react');
var ReactPropTypes = React.PropTypes;

var MeuComponente = React.createClass({
    propTypes: {
        title: ReactPropTypes.string.isRequired
    },
    getDefaultProps: function() {
        return {
            title: 'Heey',
        };
    }
});

Já em ES6, tanto a definição de PropTypes quanto o defaultProps vão para o lado de fora.

import React, { PropTypes } from 'react';

export default class MeuComponente extends Component {
    ...
}

MeuComponente.propTypes = {
    title: PropTypes.string.isRequired,
}

MeuComponente.defaultProps = {
    title: 'Heey',
};

getInitialState

Para definir estados iniciais ao meu componente, em ES5 eu preciso usar o método getInitialState.

var MeuComponente = React.createClass({
    getInitialState: function() {
        return {
            title: this.props.title,
        };
    },
});

Como em ES6 estamos criando classes, nós temos o constructor, que como o nome já diz, irá construir nossa instância base, então é lá que vamos definir nossos estados iniciais.

export default class MeuComponente extends Component {
    constructor(props) {
        super(props);
        this.state = {
            title: props.title,
        };
    }
}

Fazendo Bind dos métodos

Esse talvez seja o ponto de maior incidência de erros da história do React! Muita gente já deve ter ido dormir pensando “Por que meu método tá dando undefined? Tá tudo certinho…”

O que acontece é que quando se utilizava o React.CreateClass, ele já fazia o autobinding, fazendo a ligação do this a todos os métodos.

Em ES5 temos:

var MeuComponente = React.createClass({
    handleClick: function(event) {
        this.setState({
            liked: !this.state.liked,
        });
    }
});

Em ES6, precisaremos fazer o bind manual então:

export default class MeuComponente extends Component {
    constructor() { 
        super();
        this.handleClick = this.handleClick.bind(this);
    }
    
    handleClick(event) {
        this.setState({
            liked: !this.state.liked,
        });
    }
}

Reparem que eu faço o bind no contructor, que é a forma correta de se fazer. Se você já viu um bind direto na função, corrija, é uma má prática.

Shorthand Syntax

Se você reparar no exemplo acima, em ES5 eu uso handleClick: function()... e já no ES6 eu escrevo só handleClick() direto. Isso acontece pois todos os métodos são propriedades do objeto. Em ES5, eu preciso definir o nome da propriedade e então chamar uma função, que é o método que eu quero em si.

var MeuComponente = React.createClass({
    componentWillMount: function() {
        ...
    }
});

module.exports = MeuComponente;

Em ES6, como temos a Shorthand Syntax, podemos simplesmente escrever como método direto:

export default class Mycomponent extends React.Component {
    componentWillMount() {
        ...
    }
}

Conclusão

Bom pessoal, essas são as principais mudanças de escrita para o React. Espero que você tenha entendido tudo que está ocorrendo e se encontrar mais posts por aí, consiga se virar, não importando em qual sintaxe esteja escrito =)

Lembrem-se sempre de utilizar boas práticas de escrita, não importando se está em ES5 ou em ES6, um ótimo styleguide, que tem bastante dica mastigadinha e explicada é o Airbnb Styleguide, aconselho darem uma olhadinha.